por Danilo Olegario


Tal comparação nos leva apenas a uma conclusão: não existe um manual de respostas ou receitas prontas, ou até mesmo um passo a passo do que a torna a vida realmente boa, mas temos que concordar em um ponto: estamos sempre a procura dessa tal felicidade.

No entanto a felicidade é um perfeito estado imperfeito! Ora, temos que convir de que ela não é permanente, se assim o fosse quando atingida resolveria todos os problemas da humanidade, porém bem sabemos que isso não é verdade. Sem muitas delongas conceituais a felicidade pressupõe estágios de alegria que oscilam constantemente pois nem sempre a vida é boa.

Quem já acordou no meio da noite e acertou com o joelho na quina da cama, ou quem já saiu de casa atrasado e se deparou com o pneu do carro furado sabe muito bem que nem sempre estamos alegres. E o contrário da alegria seria a tristeza, sentimento dominante quandohá ausência de alegria. E quando ficamos tristes? Em uma definição filosófica, quando os estágios de alegria (ou a potência de agir) diminuem, o que convenhamos acontece com muita frequência, afinal nem sempre estamos com essa potência elevada. A questão é que nós temos o total controle dessa potência, embora a tristeza seja um sentimento inevitável e a vida naturalmente nos coloca diante de adversidades que exigem tomadas de decisões, nós é que damos o tom a esses estados de alegrias.

A grande equívoco consiste na ideia de que a felicidade é como um pote de ouro no fim do arco íris, ou como nos ditos populares são os “felizes para sempre”, expressão que acompanha a narrativa de inúmeras histórias de ficção, acontece que na vida real a dor e o sofrimento sempre estarão presentes.

Os estados de alegria, portanto oscilam, uma pessoa pode perfeitamente estar desfrutando de um momento de alegria e se sentindo feliz, mas não necessariamente ser feliz. Isso porque os estados de alegria, assim como os estados de tristeza são transitórios e acabam, entãoestar feliz é uma condição momentânea e com prazo de validade e que muitas vezes não dependem necessariamente de uma escolha consciente, simplesmente acontecem. Desse ponto de vista, a diferença de “Estar” feliz e “Ser” feliz consiste em uma escolha consciente, o que não presume ignorar os momentos de tristeza e viver uma vida ilusória cor de rosa, mas assumir para si e ter a coragem para desfrutar mais momentos de alegria do que tristeza.

A ilusão de que a felicidade é eterna nos coloca em uma perigosa área de conforto. A felicidade consiste na capacidade de vivenciar momentos de alegria, de encontrar na vida aquilo que nos alegra sejam nas mais singelas circunstâncias, e quando a disposição é direcionada em buscar alegria a felicidade acontece por si só.

Por isso quando alguém me pergunta: “você é feliz? ” Eu respondo: “na grande maioria das vezes sim”, porque eu me disponho a encontrar mais coisas que me alegram do que me entristecem.

E o que me alegra? Ora, tudo aquilo que me faz bem, ou se preferir tudo aquilo que disponho maior energia para fazer, tudo aquilo que faço sem qualquer sacrifício porque simplesmente me faz bem. Não se trata apenas de uma visão otimista da vida, mas uma estratégia para orientar a percepção para as coisas que realmente importam despendendo maior energia para o que alegra. Já que a tristeza é inevitável e ela estará presente em nossas vidas independente das vontades, então porque consumir mais energia com ela? A alegria como escolha de vida é uma opção diária que vale a pena, se queremos uma vida mais feliz, é claro.

Essa alegria que promove maior estado de felicidade para uma vida que encontra nela própria o seu sentido, pode ser encontrada sem muito esforço, e quando desenvolvemos a capacidade de se alegrar com as coisas mais simples da vida passamos a perceber a beleza que ela é, e, portanto, entristecemos menos. E como podemos desenvolver essa capacidade? Obtendo a consciência de que cada escolha pressupõe obrigatoriamente em pelo menos uma renúncia e aprender a conviver com elas, essa é uma atitude que requer coragem para decidir em ser o principal protagonista e piloto da própria vida ao invés de um expectador resultante das escolhas alheias.

A felicidade é, portanto, uma questão de escolha, uma questão de querer encontrar na vida motivos e razões para se encantar e alegrar, para isso vale a pena começar tomando uma importante decisão: Ser Feliz! 

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