por Anderson Borges Costa

Embora a minha estreia literária tenha se dado com a publicação de um romance (Rua Direita), o gênero no qual me sinto mais à vontade é o conto, que pauta os textos neste O Livro que não Escrevi (publicado em 2016 pela Giostri). Por se tratar de uma escrita mais pontual, mais focada, com poucos personagens, creio que o conto permite a criação de enredos mais agudos, com afiadas pontas direcionadas para o tema, no coração dos personagens, nas artérias dos conflitos, que surgem com força já nos primeiros parágrafos de cada narrativa. O leitor, imagino, já é fisgado para o centro da história a partir das primeiras linhas de cada conto, em um movimento centrípeto. Por isso, pela rapidez com que é sugado para diferentes universos nos 32 contos do livro, sugiro que você, leitor, respire fundo entre um conto e outro, permitindo que cada texto seja absorvido, digerido, maturado, que seja meditado pela mediação fundamental que o leitor faz entre o texto e o escritor.

Portanto, é a você, (futuro) leitor de O Livro que não Escrevi, que eu me dirijo aqui. Você está prestes a percorrer contos com um viés existencialista e metalinguístico, refletindo sobre o ato de escrever e sobre os conflitos da existência humana. Os contos estão elaborados em uma prosa poética, com aliterações, metáforas e, muitas vezes, com rimas. Brinco com a existência da vida e com a existência do livro e da escrita, questionando, através de um niilismo literário, a existência humana. Não é coincidência o fato de o livro se iniciar com um conto intitulado “O Livro que não Escrevi” e terminar com um conto cujo título é “O Livro que Escrevi”. Há uma grande ironia metalinguística nisso.

Em O Livro que não Escrevi, você lerá contos que são, a um só tempo, enredos de histórias independentes, mas que também podem ser lidos como partes de um todo que dialoga com cada uma de suas partes. Neles, o ser humano se apresenta como uma entidade composta de indivíduos dotados de uma complexidade ingênua, capaz de estabelecer intertextualidades surpreendentes. O cotidiano de atos como esperar por um ônibus, servir um jantar, escrever um poema, dormir/sonhar no quarto, aguardar a chegada da pessoa amada ou até mesmo fumar um cigarro pode ser o gatilho para aprofundar questionamentos existenciais em homens, mulheres, crianças e máquinas. O título dos contos que abrem e fecham estas narrativas são pontas irônicas de uma única linha traçada por vidas que gritam, em cada sílaba, pela possibilidade de existir (se possível, com dignidade).

O estilo original com o qual apresento as histórias levou o premiado escritor Luiz Ruffato a afirmar: “Raras vezes nos deparamos com escritores prontos. Ou seja, singulares. Anderson Borges Costa é um desses.” Boa leitura!


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Editor Giostri
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