Grecianny Carvalho Cordeiro

Promotora de Justiça

 

 

            Poesia cabe em qualquer momento, em qualquer lugar.

            O poeta é aquele ser dotado de imensa sensibilidade, capaz de extrair todo o sentimento mesmo nas situações mais inusitadas.

            O poeta faz transbordar de sua alma inquieta tudo aquilo que nos torna humanos, transformando em versos pungentes o amor, a paixão, e também a dor, o sofrimento, a provação.

            Se de loucos todos temos um pouco, de poetas também temos.

            Por meio do livro “Mulheres Poéticas – Poesia no Cárcere”, uma coletânea de poemas elaborados por mulheres encarceradas na ala feminina do Presídio Regional de Mafra, na cidade de Joinville, vi reacender a esperança de dias melhores, de um mundo melhor, de crença na reabilitação do ser humano, apesar de seus erros, apesar de suas falhas, apesar de seus crimes, e tudo isso graças à literatura, mais precisamente, graças à poesia.

            Porque a poesia é libertária.

            Como profissional atuante na área criminal, com incursões na área de execução penal, inclusive através de livros sobre a temática, é com imensa alegria que venho acompanhando o brilhante trabalho desenvolvido pela Vara de Execuções Penais de Joinville/SC, em parceria com a editora Giostri.

            O livro “Mulheres Poéticas – Poesia no Cárcere” é o resultado dessa frutífera parceria, a trabalhar a literatura no cárcere como instrumento libertador, reabilitador, ressocializador.

            As mulheres encarceradas no sobredito presídio participaram de uma oficina literária e, em posse de ferramentas e técnicas de escrita, deixaram fluir todo o seu eu poético, toda a sua sensibilidade, e o resultado é esse livro belo e rico em sentimento.

            Através dos poemas, podemos compreender o universo das mulheres encarceradas e, ao final, percebemos que somos o resultado de nossas experiências e que amor é o grande alicerce a definir o que somos e o que desejamos ser.

            E nossa responsabilidade aumenta, com o próximo, enquanto pais, esposos, irmãos, filhos, amigos, cidadãos.

            Livres ou presos, a poesia nos une, nos enaltece e nos engrandece.

            É essa grandeza que vejo nesse livro. A expressão máxima da solidariedade e da esperança, reavivando a importância da literatura enquanto instrumento libertário, transformador.

            Que o maravilhoso trabalho desenvolvido pela Vara de Execuções Penais de Joinville/SC e a editora Giostri possa servir de exemplo para outras varas, outras editoras e escritores desse país.

            A poesia reacendeu a chama da esperança.

            Basta não deixarmos apagar.

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