No sábado (14/08), três obras literárias movimentaram a noite no espaço da Giostri, na Bela Vista, bairro da região central de São Paulo: “A Clínica Psicanalítica e os pacientes traumatizados”, de Marcus Jacobina e “Poesia à toa” e “Crônicas agudas”, de Marcia Arida.

No primeiro piso, entre livros e cafés, Jacobina autografou a sua segunda publicação, essa voltada para a clínica psicanalítica, diferente da primeira, que tratou da literatura a partir do escritor inglês Oscar Wilde - veja a primeira obra de Jacobina disponível na Giostri Editora.

Com olhar amistoso, caneta na mão e máscara branca, Jacobina desenhou a sua assinatura nas primeiras páginas de clínica psicanalítica.

Para o autor, ter um livro publicado, abre possibilidades e expande o conhecimento para além de seu consultório e pesquisas acadêmicas. "Primeiro tem o sentido de realização. Poxa, publiquei um livro. É algo válido, é algo importante, outras pessoas vão ler. Receber esse feedback, pois muitas vezes você fez um trabalho acadêmico, vai ser lido pela banca, pelo seu orientador, por meia dúzia de colegas, mas o livro, justamente, te dá essa amplitude, mais gente vai ler e está acontecendo isso, né. No caso desse livro, quem leu, quem teve a oportunidade de ler o material antes da publicação ficou muito tocado pela história das pacientes, por tudo que veio depois do meu trabalho com elas. E isso para mim já é satisfatório."

O livro de Jacobina se baseia na experiência clínica com duas pacientes traumatizadas e como esses traumas apareceram na origem do adoecimento psíquico.

Adquira “A Clínica Psicanalítica e os pacientes traumatizados” no site da Giostri Editora.

Na sala multiuso, no segundo andar da Giostri, a jornalista Marcia Arida, em meio a sorrisos, felicitações, familiares e amigos, lançou seus filhos de diferentes gêneros, um com crônicas e outro repleto de poemas. A autora conta que o processo de escrita foi terapêutico e que a ajudou suportar os meses de isolamento social. Inicialmente, teve receio de lançar as obras, mas depois de conversas com amigos próximos, decidiu dar esse passo.

Dona de um humor contagiante, afirma que o seu olhar irreverente para vida vem de família. Humor esse que pode ser encontrado nos textos de “Crônicas Agudas”. Perguntada sobre o título, Marcia explica que gosta do jogo de palavras crônica e aguda. “Uma coisa é uma doença crônica, outra coisa é uma doença aguda, só por isso, só por isso. Eu gosto dessa oposição dos termos. Se é crônico, não é agudo. Não, a MINHA crônica é aguda, crônicas agudas, justamente por essa ligação. ”

Já com “Poesia à toa” Arida tem um carinho todo especial, rascunhou seus primeiros poemas ainda na infância e na adolescência teve seu diário-amigo. No livro é possível encontrar marcas despretensiosas de uma escritora ávida pela vida humana.

Adquira os livros de Marcia Arida no site da Giostri Editora.

CRÔNICAS AGUDAS

POESIA À TOA

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